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Como investir no exterior: guia completo para 2023

Como investir no exterior

Investir no exterior é uma estratégia financeira que tem ganhado cada vez mais destaque entre investidores em busca de oportunidades globais e diversificação de portfólio. Em um mundo cada vez mais conectado, explorar os mercados financeiros além das fronteiras nacionais se tornou essencial para maximizar o potencial de retorno e reduzir riscos.

Seja você um investidor experiente em busca de novas alternativas ou alguém que está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos, este guia completo para 2023 irá fornecer insights valiosos sobre como iniciar sua jornada de investimento no exterior.

De entender os fundamentos até dominar estratégias avançadas, este guia vai te dar o conhecimento necessário para tomar decisões mais conscientes e bem-sucedidas em um ambiente financeiro global em constante evolução.

O que é investimento no exterior?

Investimento no exterior é quando alocamos recursos financeiros em ativos fora do país de origem, ou seja, de onde você reside. Esses ativos podem incluir ações de empresas estrangeiras, títulos internacionais, fundos de investimento globais, imóveis em territórios estrangeiros e outros tipos disponíveis nos mercados internacionais.

A prática de investir no exterior oferece aos investidores a oportunidade de diversificar suas carteiras, acessar diferentes mercados e setores, e potencialmente aproveitar oportunidades de crescimento em economias globais em expansão.

Por que investir além das fronteiras?

A diversificação é um princípio fundamental para investidores prudentes. Investir além das fronteiras nacionais permite que os investidores reduzam a exposição a riscos específicos do país de origem.

Eventos políticos, econômicos ou regulatórios que afetam um único mercado podem ter um impacto menos severo em uma carteira globalmente diversificada. Além disso, a busca por retornos mais atrativos e a exploração de setores em crescimento em outras partes do mundo são motivações importantes para investir no exterior.

Investir nos Estados Unidos significa alocar seu capital na maior economia do mundo. A bolsa americana oferece acesso a empresas com alcance global, estendendo sua influência por todo o mundo.

Em resumo, investir no exterior é uma das maneiras de aproveitar as vantagens de diversos mercados, explorar oportunidades de crescimento global e mitigar riscos específicos do mercado doméstico.

Formas de investir na bolsa americana

Investir na bolsa americana oferece uma ampla gama de opções para diversificar sua carteira e aproveitar oportunidades globais de crescimento. Vamos explorar algumas das principais formas de investir além das fronteiras e entender como cada uma delas pode contribuir para seus objetivos financeiros.

1. Ações internacionais

Investir em ações listadas na bolsa americana é uma forma direta de diversificar o portfólio, obtendo exposição a mercados estrangeiros. Esse modelo de investimento oferece vantagens como a diversificação geográfica, acesso a setores exclusivos e oportunidades de crescimento.

A maioria das empresas listadas na bolsa americana, como Nike, Coca-Cola, Apple, Amazon e Microsoft, possuem negócios globais, permitindo aos investidores se beneficiarem da diversificação internacional sem a necessidade de lidar com riscos cambiais. Isso ocorre porque essas empresas têm presença em diversos mercados ao redor do mundo, o que pode reduzir a vulnerabilidade a flutuações cambiais em um único país.

Para aproveitar o potencial de crescimento global das ações americanas, basta abrir uma conta em uma corretora que permita acesso à bolsa dos EUA, como a Avenue ou o Banco Inter.

2. REITs

REITs, ou Real Estate Investment Trusts, são uma classe de ativos que oferecem aos investidores uma oportunidade de acesso ao mercado imobiliário (tanto dos EUA quanto mundial). Eles funcionam de maneira semelhante aos fundos imobiliários, mas com algumas vantagens distintas que os tornam uma escolha atrativa.

Como funcionam:

REITs são empresas que possuem e gerenciam propriedades imobiliárias, como prédios comerciais, residenciais, hotéis e centros comerciais. Ao investir em REITs, você adquire ações da empresa, e parte dos lucros obtidos com o aluguel e a venda dessas propriedades é distribuída aos acionistas na forma de dividendos. Mais especificamente, 90% de todo o resultado gerado é distribuído aos acionistas.

Vantagens dos REITs:

  • Diversificação: Investir em REITs permite diversificar seu portfólio com ativos imobiliários de diferentes tipos e regiões, reduzindo riscos específicos do setor.
  • Acesso global: REITs frequentemente possuem propriedades em diversos países, permitindo acesso ao mercado imobiliário internacional.
  • Rendimentos em dólar: Por serem um tipo de investimento da bolsa americana, os dividendos dos REITs serão pagos em dólar, permitindo ao investidor construir uma renda passiva na moeda mais forte do mundo.
  • Liquidez e acessibilidade: Ao contrário da compra direta de imóveis, investir em REITs oferece maior liquidez e não requer grandes quantias de capital inicial.
  • Gestão profissional: Os REITs são geridos por profissionais do setor imobiliário, que cuidam da seleção, aquisição e administração das propriedades.

Para investir em REITs, é necessário abrir uma conta em uma corretora internacional, como a Avenue ou o Banco Inter, que permita o acesso a essa classe de ativos. Com essa abordagem, é possível enriquecer sua carteira com exposição ao mercado imobiliário global sem precisar lidar com as complexidades da compra direta de propriedades.

3. ETFs

ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de gestão passiva ou ativa, que oferecem uma forma prática de diversificar globalmente. Eles podem rastrear índices de mercado através da gestão passiva ou selecionar as ações individualmente e montar estratégias através da gestão ativa. Ambas as formas proporcionam exposição a várias ações, setores ou regiões.

Tendo isso em mente, um dos maiores benefícios dos ETFs é a capacidade de investir em uma ampla variedade de ativos com uma única transação. Alguns ETFs podem abranger mais de 500 empresas, como o VOO por exemplo, que investe nas 500 maiores empresas dos EUA que acompanham o índice S&P500.

Além disso, também temos o QQQ, que acompanha o índice Nasdaq 100, ou seja, as 100 maiores empresas da bolsa de valores Nasdaq. Esses dois exemplos proporcionam instantaneamente exposição a diversos setores e mercados internacionais.

Mas podemos ir além com um outro exemplo, o ETF de tecnologia em nuvem (SKYY) que investe em empresas líderes nesse setor e o ETF de veículos autônomos (DRIV) que acompanha o desempenho de empresas relacionadas à condução autônoma.

Ou seja, além de diversificação, os ETFs também podem oferecer acesso a setores especializados que podem estar em ascensão. Por exemplo, o ETF de exploração espacial (ARKX) permite que você invista em empresas envolvidas na indústria espacial e de satélites.

4. BDRs

Outra forma de investir no exterior é através de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que consistem em um certificado de posse de uma ação no exterior, ou seja, permitem investir indiretamente em empresas estrangeiras listadas no exterior.

Através da B3, os investidores brasileiros podem acessar ações de grandes companhias internacionais. Essa forma oferece diversificação global sem a necessidade de abrir conta em corretora estrangeira.

Entretanto, é importante destacar que os BDRs podem não ser a melhor opção para investidores que desejam se expor ao dólar e aos ativos globais. Como os BDRs são negociados em reais, o investidor não terá seu patrimônio dolarizado.

Nesse sentido, investir diretamente em ativos internacionais pode proporcionar uma exposição mais autêntica aos mercados globais e ao dólar, sendo uma alternativa mais eficaz para quem busca investir globalmente.

Vantagens de investir no exterior

Investir no exterior oferece diversas vantagens que podem fortalecer e diversificar um portfólio de investimentos, proporcionando oportunidades de crescimento e proteção contra riscos específicos. Vamos explorar algumas das principais vantagens de investir no exterior:

Diversificação:

A diversificação é uma das principais vantagens de investir no exterior. Ao distribuir investimentos por diferentes mercados e países, os riscos são diluídos. Isso protege o portfólio de quedas acentuadas em um único mercado e aumenta a estabilidade geral.

A variedade de economias e setores disponíveis internacionalmente oferece uma oportunidade de equilibrar os riscos e melhorar o desempenho do portfólio em diferentes cenários econômicos.

Redução de risco:

Uma das principais vantagens de investir no exterior é a redução de risco. A diversificação internacional ajuda a proteger uma carteira contra choques econômicos ou políticos específicos de um único país.

Quando diferentes mercados reagem de maneira diversa a eventos globais, os impactos negativos podem ser amortecidos por desempenhos positivos em outras regiões. Essa diversificação cruzada é um mecanismo eficaz para minimizar riscos e preservar o valor do investimento, proporcionando maior estabilidade ao portfólio como um todo.

Exposição à economia mundial:

Ao investir na bolsa americana, você terá acesso a empresas que possuem negócios no mundo inteiro. Isso significa que você não se beneficia apenas do desempenho de uma economia (mesmo que os EUA sejam a maior do mundo), mas também das oportunidades de crescimento e inovação em todo o mundo.

Com a interconexão econômica atual, essa exposição à economia mundial amplia suas chances de lucro e reduz a dependência de um único mercado, permitindo que você aproveite as tendências e as oportunidades globais.

Potencial de retorno:

O investimento no exterior também pode oferecer oportunidades de aproveitar um potencial de retorno ampliado em comparação com mercados domésticos. Já que historicamente, a bolsa americana tem apresentado retornos sólidos e consistentes ao longo das décadas.

Fazendo uma comparação, o desempenho do S&P 500, um índice que reflete as principais empresas dos EUA, superou consideravelmente o IBOVESPA, índice representativo da bolsa brasileira, ao longo do tempo.

A estabilidade econômica e o ambiente regulatório favorável dos Estados Unidos têm contribuído para essa trajetória positiva. Investir na bolsa americana oferece aos investidores uma oportunidade de aproveitar um histórico notável de retorno, embora seja sempre importante lembrar que o desempenho passado não garante resultados futuros.

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Variedade de ativos:

Além de todas as vantagens citadas anteriormente, investir no exterior também oferece acesso a uma ampla variedade de ativos, além das tradicionais ações e títulos do Brasil. Você pode explorar oportunidades em diferentes classes de ativos, como imóveis, commodities e moedas estrangeiras.

Essa abordagem amplia a diversificação do portfólio, minimizando riscos e capturando possíveis oportunidades de ganho. Por exemplo, investir em REITs, como o Equinix (EQIX), oferece exposição global ao mercado imobiliário.

O Equinix possui centros de data center em diversas regiões do mundo, tornando-se uma alternativa atrativa para investidores que buscam variedade de ativos. Além disso, o mercado de REITs nos EUA é vasto e diversificado, proporcionando uma amplitude de escolhas que raramente é encontrada no mercado brasileiro.

Cuidados e estratégias para investir com sucesso

Agora que você já leu todo esse guia, com certeza já sabe que investir na bolsa americana oferece oportunidades atraentes, mas requer uma abordagem mais minuciosa e estratégica para mitigar riscos e otimizar retornos.

Levando isso em consideração, aqui estão algumas considerações cruciais para investir com sucesso além das fronteiras.

1. Entendendo a economia Americana

Antes de investir nos Estados Unidos, é fundamental adquirir um profundo entendimento da economia do país. Isso requer uma análise detalhada dos mecanismos econômicos, regulamentações financeiras e estabilidade política dos EUA.

Compreender como o Federal Reserve (FED) atua para controlar a inflação e promover o crescimento econômico é crucial. O histórico da inflação nos EUA e as estratégias adotadas para mantê-la sob controle fornecem insights valiosos para investidores.

É importante também entender a estrutura da economia americana e os setores que a impulsionam. Notavelmente, o setor de tecnologia tem desempenhado um papel proeminente, liderando inovações e impulsionando o crescimento.

Além disso, ao entender a economia americana, você estará melhor equipado para identificar setores em crescimento, empresas sólidas e tendências de mercado, permitindo tomar melhores decisões e maximizar o potencial de retorno.

Investir nos EUA oferece uma variedade de oportunidades, mas uma base sólida de conhecimento sobre a economia do país é essencial para tomar decisões de investimento com confiança. O acesso a informações atualizadas e confiáveis vai ajudar a navegar com sucesso no cenário financeiro americano.

2. Realize compra de dólar de forma recorrente

Além de entender o mercado externo, é essencial considerar a estratégia de compra de dólar de forma recorrente, especialmente quando se investe no exterior. O câmbio pode apresentar oscilações no curto prazo, mas é importante perceber essas flutuações como oportunidades ao invés de riscos.

O dólar tende a valorizar no longo prazo devido à sua maior estabilidade e menor inflação em comparação com o real. As oscilações temporárias não devem gerar preocupações excessivas, pois a tendência de valorização é uma característica intrínseca da moeda norte-americana.

Comprar dólar de forma consistente, independentemente do preço, permite aproveitar os momentos de desvalorização da moeda para adquirir mais por menos. Essa estratégia, conhecida como “dollar cost averaging”, reduz a influência das flutuações de curto prazo e cria um panorama mais favorável a longo prazo.

Lembre-se de que o dólar é uma moeda globalmente aceita, considerada refúgio em tempos de incerteza econômica. A combinação de sua solidez e seu status internacional tende a manter seu valor em constante crescimento.

Investir no exterior é uma jornada de crescimento e diversificação, e ao adotar uma abordagem de compra de dólar recorrente, você vai estar capitalizando tanto na segurança quanto na valorização dessa moeda ao longo do tempo.

3. Diversificação inteligente e seleção de ativos

Embora a diversificação seja uma estratégia fundamental, é importante entender que diversificar de forma inteligente vai além de simplesmente investir em várias empresas. A seleção criteriosa de ativos é um fator-chave para o sucesso de uma carteira de investimento.

Ao escolher ativos, leve em consideração sua estratégia de investimento e seu perfil de risco. Optar por ativos que se alinhem com seus objetivos e tolerância ao risco é crucial para construir uma carteira equilibrada e resiliente.

No entanto, é extremamente importante evitar a pulverização excessiva. Investir em um grande número de empresas sem uma estratégia coesa pode diluir os retornos e tornar mais difícil o acompanhamento da performance individual de cada ativo. Em vez disso, concentrar-se em empresas sólidas e promissoras, representativas de diferentes setores e mercados, pode resultar em uma diversificação mais eficaz.

Além disso, equilibrar a carteira com diferentes classes de ativos, como ações, REITs e ETFs, pode reduzir riscos específicos e proporcionar uma gama mais ampla de oportunidades de crescimento.

4. Acompanhamento constante

Os mercados globais estão sujeitos a mudanças rápidas e imprevisíveis. Então, se manter informado sobre as últimas tendências, desenvolvimentos econômicos e políticos é essencial. Avalie periodicamente sua carteira e faça ajustes conforme necessário para garantir que ela permaneça alinhada aos seus objetivos de longo prazo.

Ao investir no exterior, é fundamental manter um acompanhamento ativo dos resultados das empresas em que você investe. Analisar receitas, lucros, gastos e comunicados permite obter insights valiosos sobre o desempenho das empresas e como elas estão gerando resultados.

Sumário

Invista no exterior de forma profissional!

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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