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Como as taxas de juros impactam a bolsa de valores

A taxa de juros nos Estados Unidos, frequentemente referenciada como “Federal Funds Rate”, é definida pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA). Esse indicador impacta a economia global e influencia diretamente a Bolsa Americana, pois afeta os custos de empréstimos e investimentos, moldando as decisões de empresas e investidores.
Pilha de moedas e calculadora do lado para indicar taxa de juros nos Estados Unidos

A taxa de juros desempenha um papel fundamental na dinâmica do mercado financeiro, exercendo uma influência significativa sobre a bolsa de valores. O movimento dessas taxas pode ter efeitos consideráveis ​​sobre as estratégias de investimento, os preços das ações e o comportamento dos investidores na renda variável.

Portanto, neste artigo vamos ver em detalhes como as oscilações das taxas de juros podem afetar diretamente a dinâmica e o desempenho da bolsa de valores, revelando os seus impactos específicos e a interação entre esses elementos-chave do mercado financeiro.

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O que é taxa de juros

A taxa de juros é essencialmente o custo do dinheiro. É o valor cobrado ou pago pelo uso de recursos financeiros ao longo do tempo. Resumidamente, funciona como uma espécie de “aluguel” do dinheiro: quem empresta recebe um pagamento extra por disponibilizá-lo, enquanto quem toma emprestado paga essa taxa pelo uso do capital.

É determinada como uma porcentagem sobre o montante emprestado ou investido, calculada durante um período específico. Essa taxa é um componente central na economia, influenciando desde o mercado de crédito e financiamento até os rendimentos de investimentos.

Seu papel abrange desde o estímulo ao consumo e investimento até o controle da inflação, exercendo uma forte influência em diversas áreas da economia e nos comportamentos dos agentes econômicos.

Taxa de juros e a bolsa de valores americana

Taxa de juros e a bolsa de valores americana

Como podemos ver no gráfico acima, o mercado sempre se antecipa frente às taxas de juros, ou seja, os investidores sempre estão “à frente” do Banco Central dos EUA (FED). Como podemos ver no gráfico acima, em 2022 a bolsa americana começou a cair mesmo antes do FED aumentar os juros e em 2023 voltou a subir antes do FED parar de aumentar as taxas de juros.

Principais impactos dos juros altos na renda variável

Os juros altos exercem uma influência direta e significativa no mercado de renda variável, impactando diferentes aspectos desse cenário financeiro.

Freio na economia

Juros elevados podem atuar como um freio na economia, desencorajando o consumo e o investimento. Com taxas altas, há uma tendência de diminuição dos empréstimos e financiamentos, reduzindo o capital circulante e desacelerando o crescimento econômico.

Isso pode resultar em menor atividade empresarial e, consequentemente, na desaceleração do mercado de ações.

Dívidas das empresas se tornam mais caras

Empresas frequentemente recorrem a empréstimos para expandir, inovar ou financiar suas operações. Com taxas de juros elevadas, os empréstimos se tornam mais onerosos, aumentando os custos operacionais das empresas.

Portanto, esse aumento nos custos financeiros pode impactar negativamente seus lucros e, por consequência, a valorização de suas ações.

Atratividade na renda fixa

Com juros mais altos, os investimentos de renda fixa tornam-se mais atrativos em comparação com a renda variável. Isso ocorre porque esses investimentos oferecem retornos mais garantidos e estáveis em relação às oscilações do mercado de ações.

Sendo assim, muitos investidores podem optar por migrar parte de seus recursos da renda variável para a renda fixa em busca de segurança e rentabilidade mais previsível.

Preço justo dos investimentos de renda variável

Com juros altos, a expectativa de retorno dos investimentos de renda variável é recalculada pelos investidores. O custo de oportunidade de investir nesses ativos se torna mais alto, o que pode levar a uma reavaliação dos preços das ações.

Ou seja, isso pode resultar em uma possível redução dos preços dos ativos, já que os investidores buscam retornos que compensem o risco adicional associado a esses investimentos.

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Onde investir com a taxa de juros alta?

Quando as taxas de juros estão em alta, os investidores enfrentam um cenário desafiador para direcionar seus recursos de forma a otimizar retornos e minimizar riscos. Portanto, veja alguns pontos importantes a serem considerados:

  • Diversificação da carteira: Em tempos de juros elevados, é essencial diversificar a carteira de investimentos. Isso significa distribuir os recursos entre diferentes classes de ativos, como renda fixa, variável, fundos imobiliários e até mesmo investimentos no exterior. Essa estratégia ajuda a mitigar os riscos específicos de cada tipo de investimento.
  • Renda fixa: Mesmo com a renda variável atraindo grande parte dos investidores, a renda fixa continua sendo uma opção viável em períodos de juros altos. Títulos públicos, como Tesouro Direto, e ativos de renda fixa com indexação às taxas de juros são alternativas atraentes para quem busca estabilidade e previsibilidade dos retornos.
  • Ações defensivas: Durante períodos de juros elevados, algumas ações defensivas podem apresentar desempenho mais estável. Empresas de setores como serviços essenciais (saúde, energia e serviços públicos) podem ser menos afetadas por variações na economia e, portanto, oferecerem relativa proteção aos investimentos.
  • Investimentos no exterior: Explorar oportunidades em mercados estrangeiros pode ser uma alternativa interessante para mitigar os efeitos de taxas de juros elevadas no mercado doméstico. Fundos de investimento internacionais, ETFs globais ou até mesmo ações de empresas listadas em bolsas estrangeiras são opções para diversificar e buscar rendimentos fora do país.

Em tempos de taxas de juros elevadas, a escolha dos investimentos deve considerar a análise cuidadosa do perfil de cada investidor, seus objetivos financeiros e a disposição para lidar com diferentes níveis de risco.

Sumário

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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