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Diferença entre CDs e BONDs: O que você precisa saber

Os Certificates of Deposit (CDs) são investimentos de renda fixa emitidos por bancos, oferecendo retornos superiores à poupança. Já os Bonds são títulos de crédito emitidos por governos ou empresas, funcionando como empréstimos aos investidores com pagamentos de juros em períodos definidos, ambos oferecendo baixo risco e retornos previsíveis.
cds e bonds

Seja nos EUA ou em qualquer outro país, muitos investidores optam por aportes na renda fixa que tem como principal característica a previsibilidade de rendimentos do investimento, nesse caso, sendo eles CDs e BONDs. Portanto, isso significa que quem adquire um título de renda fixa já sabe o tipo de remuneração que terá desde o início da aplicação – se pré fixada, pós-fixada ou mista (taxas pré e pós juntas).

Dentre as opções existentes para investimentos em renda fixa, há os Certificados de Depósitos (CDs) e os Bonds (títulos de crédito). Ambos oferecem retornos melhores do que uma conta poupança tradicional e possuem pouco ou nenhum risco de perda do principal. No entanto, eles têm diferenças fundamentais que podem tornar um investimento melhor do que o outro de acordo com o perfil dos investidores.

Para sanar as dúvidas e facilitar o processo de escolha, este artigo trará as principais informações sobre os dois tipos de ativos e o que você precisa considerar no seu processo de tomada de decisão.

O que são CDs?

Os CDs – Certificates of deposit (Certificados de Depósitos) – funcionam como um empréstimo de dinheiro do investidor aos bancos ou cooperativas de crédito. Esse tipo de investimento funciona como uma conta poupança, porém oferece uma taxa de juros um pouco mais alta. Em contrapartida, o investidor concorda em deixar seu dinheiro preso à instituição financeira por um determinado período de tempo.

Fazendo um comparativo com o Brasil, os CDs são similares aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Quem compra certificados de depósitos empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas ou empresas.

O período no qual o dinheiro fica com o banco pode variar, havendo certificados de três meses até dez anos. Períodos de detenção mais prolongados oferecem taxas de juros mais altas.

O que são Bonds?

Os Bonds – Títulos – também são um tipo de empréstimo. Nesse tipo, o investidor que comprar esses títulos estará emprestando dinheiro a um governo ou a uma empresa privada para financiar projetos, atividades ou até mesmo refinanciar uma dívida.

Essas instituições se comprometem a pagar uma quantia específica de juros em troca do empréstimo feito por um período definido. No final do período, o emissor devolve o dinheiro que pegou emprestado (chamado de principal). Já os juros podem ser pagos em intervalos definidos de tempo ou no vencimento do título.

Os bonds são considerados um tipo de investimento mais seguro porque normalmente envolvem a concessão de um empréstimo a uma empresa respeitável ou ao governo dos EUA, sendo que ambos provavelmente não serão inadimplentes.

Segurança dos CDs e Bonds

CDs e bonds têm diferentes níveis de risco. Enquanto o primeiro é considerado um investimento de baixíssimo risco, o segundo pode carregar um pouco mais de risco, já que está sujeito à qualidade de crédito do emissor.

Os CDs são tão seguros quanto um investimento. A Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) garante até US$250.000, portanto, mesmo que o banco falhe, o investidor recupera o principal até esse limite.

Já os bonds são avaliados por diversas agências, sendo as mais conhecidas a Moody’s e a Standard & Poor’s. O rating do bond é a avaliação da agência sobre a qualidade de crédito do emissor. Alguns investidores optam por não ir abaixo da classificação máxima de AAA enquanto outros se arriscam um pouco mais. Os títulos com classificação mais baixa pagam um pouco mais de juros, mas isso traz um risco adicional.

Os bonds com classificação alta estão tão protegidos contra perdas quanto as entidades que os apoiam. A menos que o governo entre em colapso ou a empresa vá à falência, o principal está seguro e os juros acordados serão pagos. Além disso, se uma empresa falir, os detentores de títulos são reembolsados ​​antes dos proprietários de ações.

Comparando CDs e Bonds

Embora CDs e bonds sejam considerados investimentos de renda fixa, é aí que suas semelhanças terminam. As diferenças entre os dois incluem diversas naturezas como acesso, taxas e riscos.

Para facilitar o entendimento dos investidores interessados em fazer aportes nesses tipos de ativos, preparamos uma tabela com as características de cada um.

Impacto das taxas de juros no retorno dos CDs e Bonds

Tanto os títulos quanto os CDs podem oferecer taxas de retorno mais altas em diferentes ambientes financeiros.

As taxas dos CDs sobem e descem conforme o Federal Reserve (Fed) define suas taxas. Os rendimentos percentuais anuais dos certificados de depósitos normalmente aumentam à medida que as taxas de juros sobem. Isso porque os bancos precisam oferecer um incentivo para que os clientes bloqueiem seu dinheiro por um prazo fixo, em comparação com a liquidez de uma poupança comum ou uma aplicação do mercado variável.

No caso dos bonds acontece o inverso. Quando as taxas de juros sobem, os preços dos títulos diminuem. Isso ocorre porque novos bonds entrarão no mercado oferecendo taxas de juros mais altas, tornando seu título com sua taxa de juros mais baixa menos atraente para outros investidores. O valor nominal do título – o valor que você pagou por ele – diminuirá se as taxas de juros subirem após a compra. Se você quiser vender o título no mercado secundário, provavelmente teria que aceitar menos do que pagou por ele.

Já quando as taxas de juros caem, os preços dos bonds sobem, pois os títulos que rendem uma taxa de juros mais alta serão mais valiosos do que os novos títulos emitidos com taxas de retorno mais baixas.

CDs vs. Bonds: Qual é o melhor?

Veja abaixo as principais diferenças entre eles e entenda qual é o melhor para os seus investimentos.

Quando escolher CDs?

Os CDs farão mais sentido para investidores que possuem metas de curto prazo e aversão ao risco. Os certificados de depósitos são altamente personalizáveis, permitindo que o investidor escolha entre tipos, prazos e taxas. Além disso, eles possuem seguro pelo FDIC, tornando o risco para o investimento principal baixo.

Se você deseja garantir fundos para uma compra significativa, como um carro ou uma casa, o CD pode ajudar a manter o dinheiro distante do acesso fácil e ao mesmo tempo obter uma taxa de retorno um pouco acima da média da poupança.

O melhor momento para adquirir um CD é quando a taxa de juros está mais alta. Um CD é uma boa opção para guardar algum dinheiro que você não precisa, sem medo de que ele desapareça. Na pior das hipóteses, a queda da taxa de juros, o dinheiro não crescerá tão rápido quanto a inflação.

Quando escolher Bonds?

Já os bonds são mais interessantes para quando o investidor deseja ter uma renda estável e proteção contra a volatilidade do mercado da renda variável.

Os bonds costumam realizar pagamentos regulares dos juros, entregando aos investidores um valor previsível de renda em intervalos definidos. Além disso, para os que já possuem bons aportes no mercado de ações, ter uma parte do investimento em bonds (individualmente ou através de ETFs) serve para amortecer as variações do mercado na carteira. Os bonds são uma boa forma de preservar as economias acumuladas e ainda desfrutar de retornos modestos.

É muito comum entre os americanos a compra de bonds para seus filhos pensando na ida para a faculdade ou na compra do primeiro imóvel. Eles também compram bonds para si mesmos pensando na aposentadoria. Cronometrar o objetivo de longo prazo com o vencimento dos títulos permite acesso a todos os ganhos de juros e acesso a um bom fluxo de caixa no momento do resgate.

Conclusão: CDs ou Bonds?

A escolha entre CDs e bonds depende de suas metas financeiras, cronograma de investimento e tolerância ao risco.

Ambos oferecem aos investidores baixo risco com uma taxa de retorno razoável quando comparada a uma conta poupança tradicional. E ambos podem desempenhar papéis importantes em um portfólio diversificado.

Em algumas situações, os CDs podem ser a melhor escolha para metas de curto prazo, enquanto os bonds podem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. Além disso, uma carteira de investimentos bem diversificada deve incluir uma mistura de diferentes tipos de investimentos, incluindo ações, bonds e equivalentes de caixa, como CDs.

Ao entender as diferenças entre os dois tipos de ativos para renda fixa e avaliar os prós e contras de cada um, é possível tomar uma decisão bem informada sobre qual opção é a certa para você atingir seus objetivos financeiros e construir uma carteira de investimentos bem-sucedida com um planejamento cuidadoso e uma estratégia de investimento de longo prazo.

Perguntas frequentes sobre CDs e BONDs

Qual é a diferença entre CDs e Bonds?

Ambos se tratam de investimentos de renda fixa que funcionam como empréstimos. A principal diferença entre esses ativos está no emissor. Enquanto os certificados de depósitos são emitidos por bancos, os bonds são emitidos por instituições governamentais e/ou empresas privadas.

Os CDs e Bonds são lugares seguros para guardar meu dinheiro?

Bonds e CDs são geralmente de baixo risco. Os CDs são garantidos pelo FDIC por até US$250.000, mesmo se o banco entrar em colapso. Os bonds são garantidos pela organização que os emite, portanto, seu dinheiro só estará em risco se esse governo ou empresa falir.

CDs e Bonds são uma alternativa para manter o meu fundo de emergência?

Não. O correto é guardar o fundo de emergência em um local onde você possa ser acessado imediatamente sem penalizações. Embora CDs e bonds possuam liquidez rápida, muitas vezes você será penalizado por fazê-la antes do vencimento.

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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