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Bonds americanos: o que são e como investir

Bonds americanos são títulos de dívida emitidos pelo governo dos EUA ou empresas. Investidores compram esses títulos, emprestando dinheiro em troca de juros e retorno do valor principal. Esses investimentos de renda fixa são considerados seguros e estáveis, sendo uma escolha popular para investidores que valorizam segurança em suas carteiras.
bonds

Quando se trata de construir uma estratégia de investimento sólida e diversificada, os Bonds Americanos vem como uma ótima opção no mundo das finanças. Estes títulos de renda fixa, emitidos pelo governo e por empresas, oferecem aos investidores uma maneira estável de aumentar seu patrimônio ao longo do tempo e diversificar sua carteira.

Mas o que exatamente são os Bonds Americanos e como você pode começar a investir neles? Neste artigo, vamos ver em detalhes o universo dos Bonds, desde suas variações até as estratégias práticas para investir com sabedoria.

Ao entender o funcionamento desses títulos, você estará melhor preparado para tomar melhores decisões financeiras, visando um futuro financeiro mais seguro e estável.

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O que são Bonds?

Mas, afinal, o que são bonds? Bonds são um tipo de título de dívida que pode ser emitido tanto por empresas privadas quanto pelo governo, semelhante a outras formas de investimentos populares no Brasil.

Embora os bonds também sejam emitidos no Brasil, são mais comuns em países desenvolvidos, como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

Quando uma empresa ou governo precisa de dinheiro, eles podem captar fundos no mercado emitindo títulos de dívida, que são comprados por pessoas físicas ou empresas e remunerados por meio de juros.

A empresa pega esse dinheiro e pode então investir no seu crescimento. Sendo assim, em troca, ela paga juros aos compradores das bonds como recompensa. Dessa forma, ambos os lados recebem vantagens.

De fato: as empresas também podem emitir ações na bolsa de valores ou solicitar empréstimos bancários, mas as emissões de títulos de dívida podem ser uma opção mais vantajosa.

Primeiramente, os donos da empresa não diluem sua porcentagem de ações, algo que acontece quando há emissão de ações). Além disso, a companhia pode conseguir juros mais atrativos do que quando toma empréstimos.

Além disso, vale notar que os bonds emitidos por empresas no Brasil são conhecidos como debêntures, enquanto os títulos emitidos pelo governo brasileiro estão disponíveis no Tesouro Direto.

Tipos de Bonds

Existem diversos tipos de bonds, dependendo de sua natureza. Veja um pouco sobre cada uma delas.

1. Government Bonds (bonds de governo)

Os Government Bonds são títulos emitidos pelo governo de um país que podem ser emitidos por níveis mais baixos de governo.

Esses títulos públicos são conhecidos como uma dívida “soberana” e são apoiados na capacidade do governo de tributar e imprimir moeda.

De fato, os EUA são os emissores de bonds mais renomados do mundo e oferecem três tipos de bonds com diferentes prazos de vencimento.

Em primeiro lugar, existem as Treasury Bonds (T-Bonds), ativos de longo prazo (vencimento em cerca de 20 a 30 anos). Em segundo lugar, existem as Treasury Notes (T-Notes), que vencem em dois, três, cinco ou até mesmo sete anos.

Por fim, há as Treasury Bills (T-Bills), que vencem em menos de um ano (algumas possuem período de vencimento de poucas semanas, inclusive).

O Reino Unido, a Alemanha e o Brasil também emitem bonds, mas com características diferentes.

Restrições ainda limitam os investidores estrangeiros ao investir no Tesouro Direto brasileiro.

2. Corporate Bonds (títulos corporativos)

Empresas emitem títulos corporativos para obter dinheiro para projetos. Os bonds corporativos têm prazos de vencimento que variam de curto a longo prazo.

Bonds corporativos de risco elevado geralmente pagam rentabilidades mais altas em comparação aos bonds do governo, atraindo investidores. Na maioria das vezes serão taxas pré-fixadas, ou seja, o investidor saberá exatamente o quanto irá receber se levar o BOND até o vencimento.

Entretanto, como dito anteriormente, isso implica em um maior risco ao investidor, que deve avaliar se deve ou não alocar capital nesse tipo de ativo.

Importante comentar, ainda, que você pode solicitar o resgate do seu investimento no Bond, antes mesmo do vencimento. Mas, de qualquer forma, estará correndo o risco de resgatar menos do que investiu, por conta da marcação a mercado e/ou menor liquidez no mercado secundário, onde há a compra e venda de títulos antes do vencimento por diversos investidores, famoso “mercado a balcão”. 

3. Asset-Backed Securities (bonds com garantia de ativos)

Os títulos conhecidos como Asset-Backed Securities, ou ABS, geralmente são direcionados a um grupo restrito de investidores de grande porte.

Eles recebem essa denominação porque são emitidos por instituições financeiras e outros agentes do mercado, sendo respaldados por algum tipo de ativo como garantia.

Quando a garantia é uma hipoteca, os títulos são chamados de Mortgage-Backed Securities (títulos garantidos por hipotecas).

Por que investir em Bonds?

Os bonds podem ser uma opção para quem busca uma alternativa mais conservadora e estável para diversificar, pois a maioria  dos títulos são pré-fixados.

Esses títulos são negociados no exterior, sendo uma opção para quem deseja dolarizar seus investimentos. Essa é uma forma para quem busca investimento nos Estados Unidos.

Entretanto, é necessário que o investidor esteja ciente dos riscos, como o risco de crédito e o risco de mercado. É fundamental analisar o mercado e avaliar seus objetivos.

É importante sempre tentar levar o Bond até o vencimento, correndo menor risco de sofrer uma “marcação a mercado” e resgatar exatamente o que foi lhe “prometido” ao comprar o título.

Também é importante avaliar os fundamentos da empresa que emitiu aquela dívida. Quanto mais saudável for a empresa, menores os riscos.

Além de também sempre olhar o “rating”. Nome dado a “notas/ranqueamento” dos Bonds classificadas por empresas especializadas e que estudam em detalhes os riscos, como S&P, Moody’s e Fith. 

Por fim, vale a pena fazer uma comparação entre a renda fixa brasileira e americana.

Ainda que a taxa de juros brasileira seja historicamente mais alta do que a dos EUA, o retorno histórico do investidor em bonds foi maior do que o investidor do Tesouro Selic.

Isso porque, ainda que os juros no Brasil paguem mais do que os juros americanos em média, o Brasil já perdeu mais de 85% do seu valor frente ao dólar. Ou seja: ainda que a rentabilidade seja maior, há o risco de perder rentabilidade no câmbio.

Veja uma comparação:

Comparação entre dólar e real ao longo dos anos (Janeiro)
AnoValor do dólar (R$)
1995R$ 0,85
2000R$ 1,80
2005R$ 2,70
2010R$ 1,77
2015R$ 2,61
2020R$ 4,09
2023R$ 5,32

Como investir em Bonds

Existem diversas opções para investir em bonds no Brasil.

1. Fundos de Investimentos

Primeiramente, algumas instituições, como o Banco Inter, oferecem fundos de investimentos em bonds. Nesse caso específico, a aplicação mínima é de R$ 1 mil. Entretanto, há a desvantagem do dinheiro não estar de fato no exterior.

2. Investimento diretamente em bonds

É possível também comprar bonds diretamente em corretoras. A Avenue, por exemplo, permite esse investimento com valor mínimo de $10 mil dólares para bonds de empresas brasileiras ou $ 50 mil dólares para empresas americanas. A XP, ainda, oferece essa opção com aplicação mínima de $ 4 mil dólares. Demais corretoras brasileiras devem disponibilizar essa opção de investimento em breve.

E, além disso, as corretoras estrangeiras, como Fidelity, Webull, robinhood, TD Ameritrade, Interactive Brokers, e outras, já possuem a disposição bonds a muitos anos.

O mais interessante, é que também pode-se comprar títulos desse tipo de empresas brasileiras com rendimento em dólar. Por exemplo: o bond da Vale possui uma taxa de juros de 3,75% e seu vencimento está previsto para 2030. 

Por outro lado, o bond da Petrobras paga uma taxa de juros de 5,6% e seu vencimento está previsto para 2031.

Além disso, existem bonds de empresas como Itáu, Banco do Brasil, Santander e diversas outras que estão no Ibovespa.

É ótimo para quem busca retornos maiores em dólar, já que as empresas brasileiras são classificadas com risco maior, e por natureza, devem pagar mais aos investidores.

3. ETFs de bonds

Quem deseja investir seu capital diretamente nos Estados Unidos com um aporte inicial menor pode preferir investir em ETFs de renda fixa americana.

De fato, é possível buscar esse investimento em dólar ao investir ETFs de estratégias variadas: alguns focam em bonds mais seguros, outros em mais arriscadas; outros preferem os títulos de curto prazo, enquanto outros usam títulos de longo prazo.

Por fim, também há ETFs que fazem uso de vários tipos de bonds, sejam corporativos ou do governo, em seu portfólio.

Por exemplo: pode-se citar o A Vanguard Total Bond Market (BND), o iShares Core US Aggregate Bond (AGG) e o Vanguard Short-Term Corporate Bond (VCSH).

Na maioria das corretoras, é possível comprar os ETFs de maneira fracionada. Ou seja, ao invés de comprar uma cota inteira de um ETF, é possível investir valores menores.

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Vantagens e desvantagens de investir em Bonds

Investir em bonds, títulos de renda fixa negociados no exterior, oferece vantagens como segurança, robustez e liquidez do mercado dos Estados Unidos.

Há, ainda, a possibilidade de retorno real sobre um investimento em moeda forte. Entretanto, existem riscos que devem ser considerados.

No caso dos títulos do Tesouro americano, o risco de calote é considerado zero, mas em papéis de empresas é necessário verificar a classificação de risco da companhia e seu histórico.

Além do risco, há a questão da rentabilidade: comparando os ETFs BND (que possui apenas bonds americanas) e EMLC (que possui 10% do portfólio de bonds brasileiras), o BND teve uma rentabilidade de 1,36% em 10 anos, enquanto o EMLC perdeu cerca de 2,3% nesse mesmo período.

Ainda que os valores pareçam baixos, vale lembrar que esse período teve diversos países com taxa de juros zeradas, uma realidade diferente da economia pós-2020.

Mas mesmo essa comparação ajuda a entender como os títulos de renda fixa americana conseguiram guardar mais valor do que as internacionais.

Os riscos de investir, como o risco de mercado, também necessitam de avaliação, já que o preço do bond pode oscilar no mercado secundário ao longo do tempo.

Além disso, para brasileiros, há o risco cambial, que pode resultar em perdas ou ganhos caso haja desvalorização ou valorização do dólar.

Portanto, cabe ao investidor avaliar os riscos e decidir entre retorno mais elevado com maior risco ou garantia com menor rendimento.

Por fim, a diversificação por meio de investimentos no exterior também é uma recomendação para proteger o investidor de eventuais incertezas e oscilações do mercado brasileiro.

Veja algumas alternativas para começar a investir em dólar!

Sumário

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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