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Comparando as bolsas de valores entre Brasil e Estados Unidos

Uma bolsa de valores é um mercado centralizado onde investidores compram e vendem ativos financeiros, como ações e títulos. Esses mercados oferecem oportunidades de investimento, permitindo que as empresas levantem capital para o crescimento. A negociação ocorre de forma organizada, proporcionando liquidez e transparência, essenciais para a economia global e os investidores individuais.
Bandeira dos eua e mapa no fundo para indicar bolsa de valores americana e brasileira

Quando se trata de investir em ações, a escolha da bolsa de valores certa tem um papel muito importante em suas decisões financeiras. A bolsa de valores é o local onde empresas listadas oferecem ações ao público, proporcionando oportunidades de investimento de possíveis ganhos com os retornos dessas ações.

Neste artigo, vamos entender as diferenças e semelhanças entre as bolsas de valores do Brasil e dos Estados Unidos. Ao compreender as características únicas de cada mercado, você poderá tomar decisões mais informadas e alinhadas com seus objetivos de investimento.

Qual o tamanho da bolsa de valores brasileira?

A B3, também conhecida como a bolsa de valores brasileira, desempenha um papel fundamental na economia do Brasil, servindo como um centro onde empresas nacionais buscam captar recursos e investidores procuram oportunidades de investimento.

No entanto, em comparação com as bolsas de valores dos Estados Unidos, como a NASDAQ e a NYSE, a B3 é consideravelmente menor em termos de capitalização de mercado.

Em 2022, a B3 registrou uma média de R$ 7,46 trilhões em negociações. Embora ofereça oportunidades de investimento, é importante reconhecer que seu alcance global e influência são mais limitados do que as principais bolsas de valores dos Estados Unidos, como a NASDAQ e a NYSE.

Qual o tamanho da bolsa de valores dos Estados Unidos?

A bolsa de valores dos Estados Unidos, liderada pela NYSE e NASDAQ, é um gigante global nos mercados financeiros, estando na lista das maiores bolsas de valores do mundo, registrando uma média de U$ 25,8 trilhões em negociações em 2022. Essas bolsas se destacam pela alta liquidez, facilitando as negociações a qualquer momento e abrigando empresas de diversos setores.

Esse tamanho impressionante reflete a robusta economia dos EUA, atraindo investidores de todo o mundo e proporcionando às empresas americanas alcance global. Como uma das maiores e mais influentes do mundo, a bolsa de valores dos EUA oferece uma ampla variedade de oportunidades de investimento.

Como é o mercado no Brasil em comparação com os Estados Unidos?

Ao comparar o mercado de ações no Brasil com o dos Estados Unidos, é essencial entender as diferenças e semelhanças que moldam esses dois cenários de investimento. Aqui estão alguns aspectos-chave que destacam as peculiaridades de cada mercado:

Número de empresas listadas

Nas bolsas dos EUA há cerca de 6.000 empresas listadas e, se contarmos com os ETFs, esse número pode chegar a mais de 8.000 ativos. Enquanto que a bolsa brasileira conta com cerca de apenas 400 empresas.

Isso significa que os investidores nos Estados Unidos têm uma gama mais ampla de opções de investimento, abrangendo uma variedade de setores e tamanhos de empresas.

Regulação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil é responsável por assegurar a transparência, a integridade e a proteção dos investidores. Nos Estados Unidos, uma entidade com o mesmo objetivo, conhecida como Securities and Exchange Commission (SEC), supervisiona as bolsas americanas.

Ambas as agências desempenham um papel fundamental na regulamentação dos mercados financeiros, garantindo a segurança e a confiança dos investidores.

Horário de negociação

Os horários de negociação também apresentam diferenças. A B3 segue um horário regular das 10h00 às 17h00 (horário de Brasília), enquanto as bolsas de valores dos Estados Unidos têm um horário de negociação regular das 9h30 às 16h00 (horário do leste), com períodos de negociação estendidos antes e depois do horário regular.

Volatilidade

A volatilidade, que representa a flutuação dos preços das ações, pode variar em ambos os mercados. Historicamente, as bolsas de valores dos Estados Unidos têm experimentado menos volatilidade em comparação com a B3, que pode ser mais suscetível a oscilações devido a fatores econômicos e políticos específicos do Brasil.

Essas diferenças e semelhanças entre os mercados brasileiro e americano podem influenciar as estratégias de investimento e as decisões dos investidores.

Retorno das duas bolsas de valores

Comparação da bolsa americana e brasileira

No gráfico acima, podemos ver a valorização tanto do Ibovespa (bolsa brasileira) quanto do S&P 500 (bolsa americana) ao longo dos últimos 20 anos (importante dizer que foi o retorno total, ou seja, contabilizando o reinvestimento dos dividendos).

Provavelmente você deve estar pensando “pelo gráfico vale mais a pena investir no Brasil”, mas é aí que você se engana pois além do rendimento da bolsa brasileira, existe a questão da valorização do dólar nesse mesmo período. Veja o gráfico abaixo, nesse mesmo período de 20 anos, podemos ver que a valorização do dólar foi de 74%, ou seja, além dos seus investimentos estarem valorizando, o seu dólar também está valorizando.

Só para você ter uma ideia, para quem investiu no dólar quando ele estava na casa de R$1,60, hoje só na valorização da moeda a pessoa tem R$5,30 para o mesmo valor investido.

Valorização do dólar em comparação ao real nos últimos 20 anos

Oportunidades que a bolsa de valores oferece

Independentemente de ser um investidor no Brasil ou nos Estados Unidos, a bolsa de valores é um local onde oportunidades financeiras podem ser exploradas. Vamos ver algumas das oportunidades que a bolsa de valores oferece, que são aplicáveis tanto no mercado brasileiro quanto no mercado americano.

  • Investimento em ações: A compra de ações de empresas listadas permite que os investidores se tornem proprietários de uma parte dessas empresas. As ações podem gerar retornos por meio de valorização de preços e pagamento de dividendos.
  • Diversificação: A bolsa de valores oferece uma ampla gama de setores e empresas para investir. Isso possibilita a construção de uma carteira de investimentos diversificada, reduzindo o risco associado a um único ativo ou setor.
  • Fundos de investimento: Além de investir diretamente em ações, os investidores podem optar por investir em fundos mútuos e ETFs. Esses veículos de investimento permitem diversificação imediata e acesso a diversos ativos.
  • Acesso a empresas internacionais: Nos Estados Unidos, é possível investir em empresas de todo o mundo que estão listadas nas bolsas americanas. Isso oferece uma maneira conveniente de acessar empresas internacionais.
  • Potencial de crescimento: Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos têm empresas que possuem um grande potencial de crescimento. Investir em empresas emergentes e inovadoras pode resultar em ganhos significativos.
  • Renda passiva: Muitas empresas listadas nas bolsas de valores pagam dividendos aos acionistas. Esses dividendos podem fornecer uma fonte de renda passiva aos investidores.
  • Proteção contra inflação: Investir em ações pode atuar como uma proteção contra a inflação, já que o valor das ações tende a aumentar ao longo do tempo.

Conclusão

Tanto a bolsa de valores brasileira quanto a bolsa de valores americana oferecem oportunidades emocionantes para investidores. A escolha entre esses mercados depende de vários fatores, incluindo objetivos de investimento, tolerância ao risco e conhecimento do mercado.

Independentemente de onde você escolha investir, é importante realizar pesquisas, buscar orientação financeira e tomar decisões informadas para alcançar seus objetivos financeiros. O mundo da bolsa de valores está repleto de oportunidades, e sua participação pode ser uma parte vital de sua jornada financeira.

Sumário

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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