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Como funciona a economia dos EUA?

A economia dos EUA é uma potência global impulsionada por diversos setores, desde a agricultura até a tecnologia. Seu PIB, de trilhões de dólares, é liderado por indústrias diversificadas, fortes investimentos e o poder do dólar como moeda de referência mundial, se destacando também pela inovação e liderança em mercados financeiros.
Como funciona a economia dos EUA

A economia dos EUA é um dos pilares fundamentais da ordem econômica global. Conhecida por sua influência e liderança, a estrutura econômica dos EUA é complexa e muito diversificada. Com uma história marcada por crescimento contínuo e inovação, os EUA se destacam em diversos setores, impulsionando seu status como a maior economia do mundo.

Então tendo isso em mente, neste artigo vamos explorar os principais aspectos e fundamentos que moldam e sustentam a economia estadunidense, compreendendo sua base, os principais setores, indicadores-chave e seu impacto global.

História dos EUA

A economia dos Estados Unidos é um reflexo da sua história, marcada por uma trajetória de crescimento, avanços tecnológicos e transformações sociais. Desde o período colonial até os dias atuais, a economia norte-americana passou por diversas fases, cada uma moldando o panorama econômico do país.

Nos primórdios, as Treze Colônias, ao longo da costa leste, constituíram a base para o desenvolvimento econômico. A agricultura, principalmente a produção de tabaco e algodão, foi o pilar inicial da economia.

No entanto, o avanço industrial no século XIX impulsionou uma mudança drástica. A Revolução Industrial trouxe inovações como a máquina a vapor, a produção em massa e a expansão das ferrovias, transformando os EUA em um dos maiores centros industriais do mundo.

Ao longo do século XX, o país emergiu como uma potência global, impulsionado por avanços tecnológicos, inovação e o pós-guerra, o que trouxe uma era de ouro para a economia. O investimento maciço em tecnologia, ciência e a criação de grandes corporações foram os pilares desse crescimento.

Como os EUA cresceu tanto sua economia

O crescimento econômico dos Estados Unidos é um resultado de vários fatores interligados ao longo de sua história. Um dos pilares fundamentais desse desenvolvimento foi a abordagem pró-mercado adotada pelo país. Desde os primórdios, políticas favoráveis ao empreendedorismo e à inovação têm sido incentivadas, criando um ambiente propício para o surgimento e crescimento de empresas.

A Revolução Industrial marcou um ponto crucial, impulsionando a economia com avanços tecnológicos e mudanças na produção. A exploração de recursos naturais, a expansão ferroviária e a industrialização foram vetores cruciais desse crescimento. Além disso, a imigração maciça de trabalhadores qualificados contribuiu significativamente para a mão de obra diversificada e inovadora, alimentando o progresso econômico.

Ao longo do século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, os EUA emergiram como uma superpotência, impulsionados por investimentos em pesquisa, tecnologia e educação. Esses investimentos foram fundamentais para o desenvolvimento de setores-chave, como o aeroespacial, a eletrônica e as ciências médicas, elevando a economia a novos patamares de inovação e produtividade.

A ascensão do Vale do Silício, como epicentro da inovação tecnológica, reforçou a posição dos EUA na vanguarda do desenvolvimento mundial. A flexibilidade do mercado, a capacidade de adaptação a mudanças e a criação de um ambiente empreendedor continuam a ser fatores determinantes para o crescimento econômico persistente do país.

Por que é a primeira maior economia do mundo

Os Estados Unidos lideram como a maior economia do mundo por uma série de motivos interconectados. Sua estrutura econômica diversificada abrange uma ampla gama de setores, desde a produção industrial até os serviços financeiros, proporcionando uma base sólida e resiliente.

A força inovadora e empreendedora do país, aliada a uma forte cultura de negócios e investimento em pesquisa e desenvolvimento, impulsionou o crescimento constante. Além disso, políticas governamentais que apoiam o mercado livre e a livre iniciativa têm fomentado um ambiente propício para o desenvolvimento empresarial.

O amplo acesso ao capital, mercados financeiros líquidos e uma infraestrutura tecnológica avançada também desempenham papéis significativos nesse cenário, consolidando os EUA como líder global em termos econômicos.

Principais setores econômicos

Nos Estados Unidos, a economia é rica em diversidade, composta por setores robustos e conectados uns aos outros. A agricultura, historicamente essencial, contribui significativamente com a produção de milho, soja, carne bovina e algodão, embora represente uma pequena porcentagem do PIB conforme podemos ver no gráfico abaixo.

Principais setores econômicos

Por outro lado, o setor industrial se destaca, abrangendo desde a fabricação de máquinas até produtos químicos e automóveis, com relevância particular na indústria aeroespacial e farmacêutica, representando 17,9% do PIB. Contudo, é o setor de serviços que assume o papel principal, representando mais de três quartos do PIB (77,6%).

Com foco em finanças, tecnologia, seguros, imóveis e aluguéis, esse setor continua a impulsionar a economia do país para frente. É essa combinação equilibrada e interdependente entre agricultura, indústria e serviços que molda a resiliência e a amplitude da economia dos Estados Unidos.

Força da sua moeda

A força do dólar americano é um pilar essencial da economia dos Estados Unidos. Como a moeda de reserva principal do mundo, o dólar é um símbolo de estabilidade global, usado em transações internacionais, comércio e investimentos. Sua influência se estende além das fronteiras, oferecendo aos EUA uma vantagem econômica significativa.

Sendo assim, a política monetária e a gestão financeira do país têm um impacto direto na valorização do dólar, influenciando as exportações, importações e o poder de compra tanto dentro como fora do país. Essa moeda é um elemento-chave na influência econômica e na estabilidade dos Estados Unidos no cenário global.

Principais indicadores econômicos

A economia dos EUA é medida e analisada por diversos indicadores fundamentais que fornecem uma visão abrangente do seu desempenho financeiro e econômico.

Bolsa de valores

O mercado de ações nos EUA é um reflexo da saúde econômica do país e influencia os mercados globais. Através das bolsas de valores, investidores compram e vendem ações, títulos e outros ativos, proporcionando financiamento às empresas e gerando oportunidades de investimento. Vamos ver algumas informações importantes sobre a bolsa de valores abaixo:

  • Mais de 8.000 empresas são listadas nas bolsas de valores dos EUA, incluindo gigantes como Apple, Microsoft, Amazon, e Alphabet (controladora do Google).
  • O market cap total das empresas listadas ultrapassa os U$ 39 trilhões de dólares, representando uma parte significativa do valor de mercado global.
  • Índices como o S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average são vitais na avaliação da saúde do mercado acionário dos EUA, influenciando decisões de investimento globalmente.
  • Nos últimos 20 anos, a média anual de retorno da S&P500 foi em torno de 7% a 8%, apesar de flutuações de curto prazo.

As flutuações na bolsa de valores são acompanhadas de perto, pois podem indicar tendências econômicas, afetando investidores, empresas e consumidores. Políticas econômicas, notícias globais e eventos geopolíticos influenciam diretamente os movimentos do mercado de ações nos EUA.

Inflação

A inflação nos EUA é um dos indicadores econômicos mais cruciais, medindo o aumento geral e contínuo dos preços dos bens e serviços. Esse aumento impacta diretamente o poder de compra dos consumidores e a estabilidade financeira do país. O Federal Reserve (Banco Central dos EUA) monitora de perto a inflação, visando mantê-la sob controle.

Abaixo estamos apresentando um gráfico onde mostra a flutuação dos últimos 25 anos, nele podemos ver que a média histórica da inflação é de aproximadamente 2% ao ano, ou seja, uma inflação bem estável. Entretanto, após a pandemia da Covid, a inflação se desestabilizou chegando a 9% nos últimos 2 anos.

Porém o momento agora é de controle, então podemos ver que no último ano a inflação baixou drasticamente já chegando na casa dos 2,5% (que é a média histórica). Em resumo, mesmo a inflação se desestabilizando, podemos ver que o controle da economia é muito maior em comparação com outros países, tendo recuperação em um curto espaço de tempo.

Inflação dos últimos 25 anos

Fonte: Trading Economics

Juros

Controladas pelo Federal Reserve (também chamado de Fed), essas taxas afetam desde o custo do crédito até a inflação e o crescimento econômico. O Fed utiliza as taxas de juros como uma ferramenta de política monetária para estimular ou conter a economia.

Quando o Fed aumenta as taxas de juros, isso tende a desacelerar a economia, pois os empréstimos se tornam mais caros, incentivando as pessoas a gastarem menos e a pouparem mais. Por outro lado, quando reduz as taxas de juros, busca estimular o crescimento econômico, tornando o crédito mais acessível e incentivando o consumo e os investimentos.

Os juros também influenciam o mercado financeiro, afetando os retornos de investimentos em renda fixa, como títulos do governo, e impactando diretamente as decisões de investimento de empresas e consumidores.

Histórico da taxa de juros

Como podemos ver abaixo, nos últimos 25 anos a taxa de juros sempre foi muito controlada, tendo picos em momentos de grandes acontecimentos, como a crise de 2008 ou então a bolha da internet por volta dos anos 2000. Porém, em momentos onde grandes eventos não acontecem dessa forma, a tendência é que a taxa de juros no país seja extremamente bem controlada, algo em torno de 0,5%.

Entretanto, o momento atual é de alta nos juros pelo fato dos EUA estar envolvido em grandes eventos globais como a Guerra da Ucrânia ou os eventos em Israel, o que está gerando essa instabilidade nos juros.

Taxa de juros dos últimos 25 anos

Fonte: Trading Economics

Dívida pública

A dívida pública pode ser vista como uma ferramenta econômica quando usada para investir em infraestrutura, educação e outros setores essenciais que impulsionam o crescimento econômico.

No entanto, níveis excessivamente altos de dívida podem ser preocupantes, impactando negativamente a credibilidade do país e aumentando os custos de empréstimos no futuro. Tendo isso em mente, é importante dizer que a dívida dos EUA atingiu cerca de 129% do PIB em 2023, um número considerável. Esse alto nível de endividamento é em grande parte devido a políticas de gastos, incluindo investimentos em infraestrutura, programas sociais e respostas a crises como a pandemia.

Os EUA gerenciam sua dívida principalmente através da venda de títulos do governo, atraindo investidores e mantendo a confiança no mercado.

O aumento da dívida pode resultar em pressões inflacionárias, além de limitar a capacidade do governo de responder a crises econômicas futuras. Gerenciar essa dívida é crucial para a estabilidade econômica de longo prazo. Nos Estados Unidos, estratégias para controlar a dívida incluem políticas fiscais, reformas tributárias e um cuidadoso equilíbrio entre gastos e receitas.

Conclusão

A economia dos Estados Unidos é um sistema complexo de setores dinâmicos, um mercado financeiro robusto e um papel central no cenário global. Seu crescimento ao longo da história foi impulsionado por inovação, empreendedorismo e políticas econômicas variadas.

Com uma moeda forte, indicadores sólidos e desafios como a dívida pública, a economia estadunidense continua a ser um ponto de referência no panorama econômico mundial.

Sumário

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Leo Fittipaldi
Leo Fittipaldi
Fundador da Dolarame e analista de investimentos certificado (CNPI 3214). Já foi analista de risco na maior Asset do Brasil, atuando em fundos de investimentos com alguns bilhões de reais sob gestão. Atualmente é um dos maiores especialistas em investimentos internacionais do país.

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