O setor de robótica ganha mais força nos EUA

Imagem: Nvidia.

Há poucos meses, o governo dos Estados Unidos (EUA) iniciou a implementação de um plano estratégico para acelerar os avanços da inteligência artificial (IA). Agora, essa determinação direciona esforços à robótica, que surge como uma nova prioridade estratégica para revitalizar a manufatura nacional, ampliar a produtividade, reduzir as vulnerabilidades em cadeias de suprimento externas e competir diretamente com a China. Essa transição reflete a percepção de que a robótica consegue materializar a IA em ações práticas do dia a dia em fábricas ou em residências, por exemplo. E, sem uma coordenação nacional, os avanços nesses dois setores favorecem rivais internacionais, como a China e a Europa, deixando os EUA em uma possível desvantagem estratégica. Por isso, o momento atual oferece uma grande oportunidade para alinhar as políticas públicas às demandas do setor privado para atingir o potencial da robótica.

Com tantas empresas envolvidas, o Departamento de Comércio dos EUA assumiu a vanguarda dessa iniciativa, com ações concretas que sinalizam o engajamento do governo americano, enquanto o Departamento de Transportes complementa com preparativos para um grupo de trabalho em robótica, com um possível anúncio a partir de 2026. Segundo a mídia americana, o secretário Howard Lutnick vem conduzindo reuniões recentemente com executivos da indústria de robótica, reforçando o papel do setor na repatriação de produção crítica no território americano e com compromissos para superar barreiras regulatórias e atrair maiores investimentos. Sem detalhes adicionais, o grupo deve focar principalmente em robôs colaborativos que projetados para operar com humanos em logística e transporte, onde a eficiência ainda enfrenta problemas frente aos concorrentes asiáticos. Entretanto, a Amazon já tem mais de um milhão de robôs de logística em seus centros de distruibuição no mundo, o que demonstra a capacidade das empresas americanas em criarem essa tecnologia. Paralelamente, no Congresso dos EUA, os congressistas americanos estão em consenso sobre a relevância do setor para segurança nacional e progresso econômico, abrindo caminhos para legislações que possam permitir maiores benefícios do uso dessa tecnologia.

Embora algumas pessoas critiquem os gastos com novas tecnologias, os indicadores globais justificam a pressa nessa agenda pelo governo americano, principalmente pela valor estratégico da robótica para diferentes setores da economia. Por exemplo, a China opera cerca de 1,8 milhão de robôs industriais, quatro vezes mais que os EUA. Outros países como Japão, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália e Cingapura contam com planos nacionais estratégicos com foco em automações para dominar as cadeias globais de suprimentos. Já nos EUA, os investimentos para robótica dobram em 2025, atingindo US$2,3 bilhões, enquanto o mercado de robôs humanoides pode se expandir para US$38 bilhões até 2035. Esses dados demonstram a necessidade de uma política industrial ativa na maior economia do mundo, com destaque para a colaborações com empresas privadas, como a Tesla, para promover novas inovações em robótica.

Enquanto isso, as empresas americanas estão reagindo com agilidade ao cenário de concorrência externa. A NVIDIA vem expandindo o Omniverse Blueprint para a criação de “digital twins”, ou gêmeos digitais, em fábricas, permitindo que Caterpillar, Toyota, TSMC e Foxconn possam avaliar e interagir com robôs virtualmente antes da implantação, pois eles são modelos virtuais de objetos físicos. Ao mesmo tempo, algumas startups como Figure, Agility Robotics, Apptronik e Boston Dynamics usam os frameworks da NVIDIA para os robôs humanoides em simulações com testes reais. Já a Tesla, a principal empresa do mundo em tecnologia autônoma para veículos elétricos, que já planeja iniciar a produção em larga escala do seu robô Optimus em 2026. Por isso, os líderes empresariais estão buscando incentivos fiscais, recursos públicos e privados para ampliar ainda mais a automação e essas novas tecnologias para acelerar integração tecnológica.

Agora, o debate sobre os impactos em empregos é o ponto sensível dessa estratégia, pois algumas pessoas poderiam perder seus empregos para uma máquina. Esse é um ponto usado por americanos tradicionais para resgatar as vagas tradicionais na manufatura que já foram perdidas a automação inicial. Por outro lado, o setor argumenta que robôs elevam a produtividade e geram demanda por especialistas em montagem, codificação e reparo, para uma maior liderança na manufatura moderna.

Essa expansão de apoio à robótica marca um capítulo importante na reindustrialização americana, onde tecnologias emergentes estão atreladas com metas econômicas de longo prazo para um futuro mais tecnológico. A integração de robôs colaborativos e simulações digitais responde à competição global e pavimenta manufatura eficiente e adaptável, elevando padrões de vida com inovações acessíveis. Assim, o compromisso do governo americano ao setor redefine o panorama industrial da robótica, mantendo os EUA como o maior polo de inovação tecnológica do mundo.


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