O The Bank of New York Mellon Corporation (BNY) é um dos maiores custodiantes de ativos do mundo, com US$ 62,6 trilhões sob custódia e administração e US$ 2,2 trilhões sob gestão ao final do segundo trimestre de 2026. Com sede em Nova York, o banco presta serviços financeiros a governos, corporações e investidores institucionais em mais de cem países, atuando na guarda de valores mobiliários, na liquidação de operações e na gestão de investimentos nos Estados Unidos (EUA) e no exterior.
História
O BNY foi resultado da combinação de duas instituições financeiras com diferentes origens. A mais antiga delas, o Bank of New York, foi fundado em 1784 por Alexander Hamilton, que viria a se tornar o primeiro secretário do Tesouro americano, e é considerado um dos bancos mais antigos em operação nos EUA. Em 1789, essa instituição concedeu ao governo federal americano seu primeiro empréstimo, contribuindo para viabilizar o pagamento de salários de funcionários públicos em um momento de fragilidade fiscal do país recém-formado.
Nas décadas seguintes, o Bank of New York financiou ferrovias e companhias de navegação, consolidando-se como um dos principais provedores de crédito de Nova York enquanto a cidade se firmava como o centro financeiro dos EUA. A segunda origem da companhia ocorreu em 1869, quando Thomas Mellon fundou em Pittsburgh o banco que deu origem à Mellon Financial Corporation, voltada ao financiamento de empreendimentos industriais e, mais tarde, à gestão de fundos mútuos por meio da aquisição da Dreyfus Corporation.
As duas instituições passaram por uma fusão em julho de 2007, em uma operação avaliada em US$ 16,5 bilhões, formando um grupo com foco declarado em custódia de valores mobiliários e gestão de ativos. Em junho de 2024, a companhia simplificou sua marca corporativa para BNY, mantendo a razão social original para fins legais.
Modelo de negócio
O BNY organiza suas operações em três áreas voltadas ao mercado financeiro. A divisão de Securities Services reúne os serviços de custódia de valores mobiliários, liquidação de operações e empréstimo de ativos, além do suporte a empresas que emitem títulos, como programas de depositary receipts e serviços de corporate trust. Essa área atende principalmente fundos de pensão, seguradoras e gestoras de recursos que necessitam de um responsável pela guarda e pela administração de suas carteiras.
A área de Market and Wealth Services concentra soluções de compensação de operações, gestão de garantias e pagamentos, incluindo plataformas voltadas a assessores de investimento, como a BNY Pershing. A terceira frente, chamada Investment and Wealth Management, administra recursos de investidores institucionais e de famílias com grande patrimônio, por meio de gestoras como a Newton Investment Management e a BNY Investments. A companhia atende a maioria das empresas da Fortune 100, lista das cem maiores corporações dos EUA por receita elaborada pela revista Fortune, e trabalha com boa parte dos cem maiores fundos de pensão do mundo.
Resultados financeiros
No segundo trimestre de 2026, o BNY reportou uma receita total de US$ 5,7 bilhões, o maior valor trimestral já registrado pela empresa e um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido aplicável aos acionistas ordinários somou US$ 1,7 bilhão, e o lucro por ação diluído atingiu US$ 2,45, um aumento de 27% na comparação anual. A margem operacional antes de impostos, que mede a proporção da receita convertida em lucro antes do pagamento de tributos, alcançou 39,8% no período.
Os ativos sob custódia e administração, que representam o volume de recursos de terceiros que o banco guarda e administra, encerraram o trimestre em US$ 62,6 trilhões, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Os ativos sob gestão, que correspondem aos recursos que o banco efetivamente administra e investe em nome de seus clientes, somaram US$ 2,2 trilhões. No mesmo período, o BNY devolveu US$ 1,5 bilhão a seus acionistas, sendo US$ 371 milhões em dividendos e US$ 1,1 bilhão em recompras de ações.
Esses resultados reforçam a posição do BNY como uma instituição que deixou de ser um banco comercial tradicional para se tornar, ao longo de mais de duzentos e quarenta anos, uma plataforma voltada à custódia de valores mobiliários e à gestão de ativos em escala global. A base de clientes da companhia, que reúne algumas das maiores corporações e fundos de pensão do mundo, sustenta esse desempenho e evidencia a relevância do banco dentro do sistema financeiro dos EUA.
Este material tem caráter informativo. Nenhuma parte do conteúdo deve ser interpretada como recomendação de investimento



